Programa RenovaBio propicia alternativas energéticas

No final de 2016, o Ministério de Minas e Energia lançou o programa denominado RenovaBio, com o objetivo de estimular a produção de biocombustíveis no País e que apresenta propostas de mudanças estruturais amplamente discutidas com agentes do setor. A Fundação Getúlio Vargas (FGV), que tem o Departamento Energia, contatou mais de 50 agentes do setor (representantes do Governo, associações empresariais, empresas, consultorias, academia e outros), dos quais a maioria considera que as metas assumidas são factíveis e que o programa RenovaBio contribuirá para a retomada os investimentos.

Pode-se afirmar que os compromissos derivados da 21ª Conferência do Clima (COP 21) realizada em dezembro de 2015, em Paris, e teve como objetivo estruturar novo acordo entre os países para diminuir a emissão de gases de efeito estufa, diminuindo o aquecimento global e em consequência limitar o aumento da temperatura global em 2ºC até 2100.

A partir da COP 21 criam condições para o reconhecimento da importância dos biocombustíveis na matriz energética, principalmente porque trata de tecnologias dominadas e com capacidade de entregar resultados de curto prazo, como, também  benefícios ambientais da maior adoção dos biocombustíveis, onde ressalta-se a importância que este setor poderá ter para a retomada do crescimento econômico, gerando empregos no interior do país e contribuindo para reduzir o déficit da balança comercial, com a substituição da importação de combustíveis.

Considerando as oportunidades criadas pelos compromissos assumidos no Acordo de Paris e pela nova regulação proposta pelo RenovaBio e as suas implicações na produção de biocombustíveis no Brasil, uma publicação da FGV, chamada de FGV Energia, lançada em setembro de 2017, apresenta proposta do RenovaBio em detalhes, abordando os conceitos que o suportam, mecanismo de funcionamento e o papel dos agentes envolvidos. E se dedica a estudos profundos dedicados ao etanol e ao biodiesel, respectivamente, contendo, além de uma descrição inicial das características e especificações do biocombustível, análises relacionadas aos itens regulação, mercado, produtividade e perspectivas do setor.

Também na Revista FGV Energia aponta os novos biocombustíveis: o bioquerosene de aviação, o biogás/biometano e o óleo vegetal hidrotratado (HVO) e também traça um panorama da situação atual do setor, apontando os principais entraves ao seu crescimento e as perspectivas de retomada dos investimentos.

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Fonte: Panorama Offshore - RJ