No mês de maio, o setor elétrico brasileiro iniciou a transição para o período seco com um importante sinal de alerta: o retorno da bandeira tarifária amarela, interrompendo uma sequência de quatro meses de bandeira verde. Esse movimento reflete diretamente a redução das chuvas e a necessidade estratégica de acionar as usinas termelétricas, especialmente na reta final do mês, para garantir o suprimento seguro do país enquanto os reservatórios mantêm seus níveis sob controle.
O mapa hidrológico do país desenhou cenários distintos para cada região. O avanço de frentes frias disparou uma recuperação histórica e expressiva nas afluências da região Sul, acompanhada por um crescimento sólido no Sudeste e Centro-Oeste. Paralelamente, o Norte e o Nordeste começaram a sentir o recuo natural das águas em relação aos meses anteriores, redesenhando o fluxo de energia entre os submercados nacionais.
No gerenciamento da produção, a matriz elétrica brasileira demonstrou toda a sua versatilidade. Embora a fonte hidrelétrica tenha reduzido gradualmente o seu ritmo ao longo das semanas, a segurança do sistema foi garantida pelo crescimento robusto da geração eólica e pelo avanço estratégico do despacho térmico e nuclear na última semana. É o retrato de um sistema interligado maduro, que combina fontes renováveis e térmicas para atravessar com segurança as mudanças sazonais do país.
Fontes: ONS, CCEE e ANEEL



