No Informe de Óleo & Gás e Biocombustíveis de maio de 2026, destacamos que a persistência do conflito no Oriente Médio apresenta riscos para o mercado de fertilizantes dada a centralidade da região para o comércio de nitrogenados. Ainda em decorrência do conflito na região, os EUA direcionaram barris da Reserva Energética de Petróleo diretamente para a Ásia, reafirmando a nova ordem dos fluxos de energia ao redor do globo.

O estaleiro dinamarquês Fayard presta apoio logístico às exportações de GNL russo, apesar do endurecimento das sanções ocidentais. As atividades de manutenção da frota de navios classe Arc7, utilizada no projeto Yamal LNG, poderão ser afetadas a partir de 2027, quando novas restrições sobre importações de gás russo mais sanções específicas a navios desse projeto entrarão em vigor. 

A oferta global de petróleo poderá se manter em queda em 2026, com perspectiva de 3,9 MMbbl/d de contração quando comparado ao ano anterior. A nova estimativa, por parte da IEA, estima uma produção média de 102,4 MMbbl/d, devido a uma restrição de expressivos 12,8 MMbbl/d de petróleo ao mercado global, desde o início das hostilidades no Oriente Médio, em 28 de fevereiro. Enquanto as negociações dos termos do acordo de paz permanecem em progresso limitado, a manutenção do bloqueio marítimo do Canal de Ormuz permanece como uma condicionante à plena recuperação da oferta de hidrocarbonetos.

O preço Brent registrou, em maio de 2026, sua primeira contração após dois meses de consecutivo de aumento. Nesse período, foi registrado uma contração de -8,6% em relação ao mês anterior, atingindo uma média de US$ 107,14/barril. Por seu turno, o preço WTI reforçou sua trajetória de alta, avançando 1,8% em maio de 2026, o que culminou em uma média de US$ 102,13/barril.

No Brasil, a ANP atualizou o edital da Oferta Permanente de Concessão (OPC), incorporando 45 novos blocos exploratórios e elevando para 495 blocos e cinco áreas com acumulações marginais o total de ativos aptos à oferta. Em seguida, a Agência publicou os cronogramas do 6º Ciclo da OPC e do 4º Ciclo da Oferta Permanente de Partilha de Produção (OPP), que contará com 23 blocos elegíveis. O setor industrial, junto à ABPIP e Abegás, manifestou apoio à ANP em debates sobre a regulação do mercado de gás, defendendo a revisão tarifária das transportadoras e novas regras de acesso às infraestruturas de escoamento e UPGNs, visando avançar a regulamentação da Nova Lei do Gás.

Boa leitura!

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