No Informe de Óleo, Gás Natural e Biocombustíveis de junho de 2026, destacamos que o acordo firmado entre Estados Unidos e Irã trouxe alívio temporário às tensões no Oriente Médio, permitindo a reabertura do Estreito de Ormuz e contribuindo para a queda dos preços internacionais do petróleo. Apesar da desescalada inicial, a ausência de um entendimento mais amplo entre os principais atores da região mantém elevados os riscos para a segurança energética global.

A normalização parcial dos fluxos de petróleo impulsionou a recuperação da oferta internacional, enquanto os preços do Brent e do WTI registraram fortes recuos em junho. Ainda assim, persistem divergências entre as principais instituições sobre a trajetória da demanda global de petróleo nos próximos anos, refletindo as incertezas do cenário econômico e geopolítico.

No cenário internacional, a Rússia ampliou medidas para garantir o abastecimento doméstico de combustíveis após novos ataques ucranianos a refinarias e rotas logísticas. Já na América do Sul, a eleição de Keiko Fujimori no Peru fortaleceu as expectativas de um ambiente mais favorável aos investimentos em óleo e gás, enquanto os terremotos na Venezuela reforçaram a importância estratégica das receitas petrolíferas para a economia do país.

No Brasil, a produção de petróleo alcançou 4,3 milhões de barris por dia em maio de 2026, com destaque para o campo de Búzios, que segue liderando a produção nacional. A produção de gás natural também manteve trajetória de crescimento na comparação anual, consolidando a relevância do pré-sal para o setor energético brasileiro.

No segmento de biocombustíveis, a produção de etanol avançou com o início da safra 2026/27, enquanto o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) aprovou a adoção da mistura E32, ampliando a participação do etanol na gasolina e reduzindo a dependência de combustíveis fósseis importados. O biometano também seguiu em expansão, reforçando seu potencial para a descarbonização do transporte e da indústria.

Boa leitura!

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