No Informe de Óleo & Gás e Biocombustíveis de agosto de 2026, destacamos a intensificação das tensões geopolíticas no Oriente Médio, que provocou novas restrições à oferta global de petróleo, pressão sobre os estoques internacionais e forte valorização das cotações. Em agosto, o Brent alcançou média de US$ 91 por barril, impulsionado pelas interrupções nos fluxos de petróleo da região e pelo aumento dos riscos logísticos associados ao transporte marítimo.
No cenário internacional, o informe aborda ainda o acordo entre Estados Unidos e Venezuela envolvendo parte das reservas petrolíferas venezuelanas, o avanço da exploração de hidrocarbonetos no Ártico e a nova estratégia da China para fortalecer sua segurança energética por meio da expansão da produção doméstica de óleo e gás.
No Brasil, a produção de petróleo atingiu 4,5 milhões de barris por dia, mantendo trajetória de crescimento e consolidando o protagonismo do pré-sal, enquanto a produção de gás natural alcançou quase 215 milhões de m³ por dia. O campo de Búzios permanece como o principal ativo produtor do país.
Entre os biocombustíveis, a produção de etanol ultrapassou 5,1 bilhões de litros em julho, impulsionada pela safra 2026/27 e pela implementação da mistura E32. O biometano manteve seu ritmo acelerado de expansão, registrando crescimento de 98% em relação ao mesmo período do ano anterior. O mercado de CBIOs também se aproximou da meta anual, alcançando 98,5% do objetivo estabelecido para 2026.
O informe também traz análises sobre os mercados de gás natural, os impactos das novas medidas regulatórias para combustíveis, a dinâmica do comércio exterior de petróleo e derivados e as principais tendências da transição energética, incluindo o avanço dos data centers no Brasil e sua crescente demanda por energia de baixo carbono.
Boa leitura!



