Informe de Óleo & Gás - Setembro de 2026
No Informe de Óleo & Gás e Biocombustíveis de setembro de 2026, destacamos a como a crise geopolítica no Golfo Pérsico e o conflito travado entre a Rússia e a Ucrânia intensificaram pressões sobre o mercado de diesel, com restrição estimada em 1,3 milhão de barris por dia. O preço spot do Brent registrou média de US$ 114,16/barril em setembro de 2026, um aumento de US$ 23,08/barril em relação a agosto, enquanto o WTI avançou US$ 13,41/barril, alcançando média de US$ 97,31/barril.
A valorização mensal do Brent representa a segunda maior variação positiva em termos absolutos da série histórica desde os choques do petróleo da década de 1970, superada apenas pelo aumento de US$ 34,24/barril registrado em março de 2026, quando o Irã anunciou o fechamento oficial do Estreito de Ormuz. Do lado da demanda, a pressão altista sobre as cotações foi reforçada pelo aumento das compras de petróleo por refinarias asiáticas, que intensificaram a produção de diesel para aproveitar margens robustas.
No Brasil a produção de petróleo atingiu 4,615 MMbbl/d em agosto de 2026. O resultado representa uma variação de 0,5% em relação ao mês anterior e 13,6% quando comparado ao mesmo período em 2025. O campo de Búzios, localizado na bacia de Santos, teve uma produção média de 1,11 MMbbl/d e segue na liderança da produção nacional. Já a produção de gás natural atingiu 220,55 MMm3/d em agosto de 2026, com um aproveitamento de 98,1%, sendo 69,41 MMm3/d disponibilizados para o mercado. Neste mercado, houve avanços regulatórios no processo de revisão tarifária do transporte de gás natural, com a aprovação pela ANP da redução da base de remuneração de transportadoras com base no entendimento de que parcela relevante dos ativos já foi amortizada ao longo dos contratos vigentes.
Em paralelo, a ANP realizou audiência pública para discutir novas regras de acesso de terceiros a gasodutos de escoamento, unidades de processamento e demais instalações essenciais da cadeia de gás natural, como parte dos esforços para ampliar a concorrência e a integração do mercado, reduzindo barreiras de entrada e estimulando o aproveitamento mais eficiente da infraestrutura.
Boa leitura!