Plano Estadual de Energia de Goiás

Sobre o projeto:

 

O estado de Goiás dispõe de vantagens competitivas no setor de energia, que contribuem para posicioná-lo como um importante indutor da transição energética a nível nacional. A combinação entre a otimização da distribuição da energia sustentável no Estado, uso de fontes de elevada eficiência energética, diversificação da matriz energética e a autossuficiência energética agrícola, são alguns dos pilares da agenda de energia do Estado.

 

O Plano Estadual de Energia de Goiás (PEEG 2030) será fulcral para indicar as lacunas existentes no setor energético estadual, apoiar iniciativas em desenvolvimento e, explorar potencialidades locais. Isso envolverá uma análise integrada da infraestrutura energética atual, do arcabouço político regulatório, governança no setor energético, além de acompanhamento das tendências tecnológicas e de mercado relevantes que informarão o processo de tomada de decisão estratégica do Governo de Goiás no horizonte 2030.Nesse contexto, o horizonte de ação do Plano concentra-se em medidas e entregas governamentais com efeitos observáveis no período 2027–2030, compatíveis com a urgência de competitividade, confiabilidade e expansão do setor. Assim, o PEEG 2030 combina planejamento estrutural com agenda executiva de curto prazo, assegurando consistência técnica e capacidade de implementação.

O objetivo do projeto é centrado no diagnóstico pormenorizado e pesquisa exploratória em profundidade das oportunidades e desafios do setor energético do estado de Goiás que embasarão a construção das diretrizes e metas do Plano Estadual de Energia Goiás 2030 (PEEG 2030). O plano pretende direcionar ações voltadas à modernização da infraestrutura e ao aproveitamento mais eficiente dos recursos energéticos regionais. O presente projeto será centrado em instrumentos estratégicos de indução, coordenação e orientação de políticas públicas estaduais, em consonância com o Plano Nacional de Energia e o Plano Decenal de Expansão e os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS).

Etapas do Plano Estadual de Energia de Goiás:

 

  • Diagnóstico do contexto eletroenergético do estado; 

  • Workshops; 

  • Panorama do Mercado de Energia; 

  • Panorama de Governança e Político-Regulatório;

  • Plano Estadual de Energia;

  • Roadmap para 2030.

Workshop Resultados Preliminares do Plano Estadual de Energia de Goiás (PEEG 2030)

 

Iniciativa promovida pela Secretaria-Geral de Governo de Goiás (SGG-GO) e pela FGV Energia, centro de estudos da Fundação Getulio Vargas voltado ao setor energético. O encontro apresentou os resultados preliminares do diagnóstico energético do Estado e abriu espaço para debates sobre temas que impactam diretamente o desenvolvimento econômico, a competitividade industrial e a atração de investimentos.

O workshop buscou ampliar a contribuição de diferentes segmentos da sociedade para a elaboração do PEEG 2030, instrumento que orientará as políticas públicas e as decisões relacionadas à expansão, diversificação e sustentabilidade da matriz energética goiana. 

A pesquisadora de Óleo e Gás da FGV Energia, Luiza Guitarrari, apresentou o diagnóstico com os resultados preliminares do PEEG. Responsável pelo desenvolvimento do plano, ela explicou que o estudo está sendo feito por matriz energética, contemplando indústria, comércio, meio ambiente e transporte.

O diagnóstico compreende os setores de bioenergia, biogás e biometano, elétrico e mineração, com um relatório situacional de oferta e demanda nos setores em Goiás. “A partir do diagnóstico situacional, que é ótimo para entender o que de fato está à disposição, conseguimos capturar quais são os desafios e o que precisamos enfrentar nos próximos anos”, afirmou a pesquisadora.

A apresentação ressaltou o potencial que Goiás tem em liderar a transição energética. O Estado tem uma matriz energética diversificada, com destaque para produção hidrelétrica (56%), solar (26%), biomassa (14%) e fóssil (4%), sendo atualmente o 9º maior estado do Brasil em capacidade instalada de energia elétrica, com mais de trinta usinas de etanol de cana e milho em operação.

O estudo revelou que as fontes renováveis são a grande força da matriz goiana e que a biomassa pode oferecer a estabilidade do sistema e complementar a geração hídrica em tempos de estiagem.

As oportunidades aparecem no setor elétrico, com crescimento de demanda e expansão de renováveis e novas tecnologias; na bioenergia, com ampla disponibilidade de biomassa; no biogás e biometano, com potencial para insumos a partir de resíduos agropecuários e agroindustriais; e na mineração, devido à riqueza em minerais críticos e extremamente necessários para a transição energética. Entre os desafios se destaca a falta de infraestrutura, comum à todas as linhas potenciais de exploração.

O projeto visa o desenvolvimento regional com captação de investimentos e estímulo à inovação. O diagnóstico preliminar é a primeira fase do plano, que tem previsão de lançamento para abril de 2027 e a realização de um Roadmap para 2030, com mapa de ações e instrumentos para direcionar a construção e desenvolvimento do PEEG. 

Em andamento.