No Informe de Óleo & Gás e Biocombustíveis de julho de 2026, destacamos a intensificação das tensões geopolíticas no Oriente Médio, que voltou a pressionar os mercados internacionais de petróleo e gás natural. A retomada das hostilidades entre Estados Unidos e Irã elevou os riscos para importantes rotas marítimas de energia, especialmente nos estreitos de Ormuz e Bab-al-Mandeb, contribuindo para revisões altistas das projeções de preços do petróleo para 2026.
No cenário internacional, as novas estimativas da Agência Internacional de Energia (IEA) apontam para uma restrição de 8,3 milhões de barris por dia da oferta global de petróleo proveniente dos países do Golfo Pérsico. Em consequência, as projeções de oferta e demanda foram revistas, reforçando a percepção de um mercado mais apertado e sujeito à volatilidade enquanto persistirem os conflitos na região.
No Brasil, o principal destaque regulatório foi a publicação da resolução do CNPE que eleva, de forma temporária, a mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina de 30% para 32%, a partir de 1º de agosto de 2026. A medida, amparada pela Lei do Combustível do Futuro, busca ampliar o uso de biocombustíveis e fortalecer a segurança energética nacional.
A produção brasileira de petróleo alcançou 4,47 milhões de barris por dia em junho, um crescimento de 4% em relação ao mês anterior, mantendo o pré-sal como principal motor da expansão da atividade. O campo de Búzios continuou liderando a produção nacional, enquanto a produção de gás natural atingiu 217,35 milhões de m³ por dia, registrando o quinto mês consecutivo de crescimento.
No segmento de biocombustíveis, a produção de etanol somou 4,02 bilhões de litros em junho, ao passo que a produção de biometano atingiu 15,9 milhões de m³, quase dobrando em relação ao mesmo período do ano anterior. O desempenho evidencia o avanço do setor e o fortalecimento de alternativas de baixo carbono na matriz energética brasileira.
Por fim, o mercado de CBIOs alcançou 90,5% da meta anual da ANP já em julho, enquanto o mercado brasileiro de combustíveis continuou apresentando crescimento nas vendas de gasolina, diesel e etanol, reforçando a resiliência da demanda doméstica mesmo diante de um ambiente internacional de elevada incerteza.
Boa leitura!




