Em julho de 2026, o setor elétrico brasileiro manteve a bandeira tarifária amarela pelo terceiro mês consecutivo, em um cenário ainda marcado pelo período seco. Mesmo com menor volume de chuvas em boa parte do país, os reservatórios permaneceram em níveis confortáveis, encerrando o mês com 70,70% da capacidade do Sistema Interligado Nacional.
As condições hidrológicas foram bastante diferentes entre as regiões. O Sul se destacou pelas chuvas mais intensas e pela forte recuperação das afluências, enquanto o Sudeste/Centro-Oeste apresentou condições próximas da média histórica. Já Norte e Nordeste permaneceram abaixo do padrão esperado para o período. Na operação do sistema, a demanda por energia aumentou em relação a junho e ao mesmo mês de 2025. As hidrelétricas continuaram responsáveis pela maior parcela do atendimento, enquanto térmicas e nucleares ganharam espaço em alguns momentos e as fontes eólica e solar encerraram julho em recuperação.
No mercado de energia, os preços médios de curto prazo caíram e ficaram praticamente iguais entre as regiões, embora tenham ocorrido picos elevados em algumas horas do mês. No mercado futuro, os preços para os meses seguintes recuaram, enquanto os contratos de prazo mais longo permaneceram mais estáveis. Como destaque, julho trouxe a discussão sobre a expansão dos data centers no Brasil, impulsionada pelo avanço da inteligência artificial e dos serviços em nuvem, e os desafios que esse crescimento representa para a infraestrutura elétrica, especialmente em relação à disponibilidade de energia, conexão à rede e expansão da transmissão.
Fontes: ONS, CCEE e ANEEL.



