No Informe de Óleo & Gás e Biocombustíveis de março de 2026, destacamos que a alta recente do petróleo, em meio às tensões envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, tem impulsionado a demanda por etanol como alternativa mais competitiva. Nos Estados Unidos, a Environmental Protection Agency liberou temporariamente o E15; a Argentina passou a permitir mistura voluntária de até 15%; e a Indonésia avança com medidas para reduzir o consumo de fósseis – movimentos que reforçam o aumento do uso de biocombustíveis no curto prazo.
Em razão do conflito em curso no Oriente Médio, a continuidade dos ataques a infraestruturas energéticas e restrições no escoamento de commodities contribuíram para a drástica expectativa de redução da produção global de petróleo para 2026. A oferta global poderá contrair 1,5 MMbbl/d em relação a 2025, atingindo volume de 104,7 MMbbl/d. Diferentemente das oscilações registradas na oferta de petróleo, as estimativas de demanda global de petróleo do Relatório Mensal da OPEP e do Relatório Mensal da IEA indicam uma estabilidade. Para 2026, a OPEP estima uma média de consumo em 105,1 MMbbl/d, enquanto dados da IEA apontam uma média de 104,1 MMbbl/d.
No mercado de gás natural, os preços são impactados também pelo conflito no Oriente Médio. O índice de referência europeu Dutch TTF registrou um aumento de 60,7% em março de 2026, em relação ao valor registrado no mês anterior, alcançando US$ 18/MMBTU. Esse foi o maior valor registrado desde janeiro de 2023, devido às circunstâncias críticas no Estreito de Ormuz que reduziram a oferta de GNL, em especial do Catar.
No Brasil, la volatilidade no mercado internacional de petróleo levou a Petrobras a anunciar um ajuste de R$ 0,38 por litro no Diesel A vendido às distribuidoras, a partir de 14 de março de 2026. Em resposta ao aumento de preços, uma série de medidas foram anunciadas pelo Governo Federal: suspensão da incidência dos tributos federais PIS/COFINS do diesel, subvenção direta de R$ 0,32 por litro a produtores e importadores de diesel, alíquota de 12% do Imposto de Exportação sobre o petróleo, subvenção direta de R$ 1,20 por litro a importadores e distribuidores de diesel e subvenção direta extra de R$ 0,80 por litro a produtores de diesel.
Boa leitura!



