Em novembro de 2025, o setor elétrico brasileiro operou sob condições mais restritivas, com impactos diretos sobre tarifas, preços de energia e a operação do Sistema Interligado Nacional. A manutenção da bandeira tarifária vermelha, patamar 1, com acréscimo de R$ 4,46 a cada 100 kWh consumidos, sinalizou que o equilíbrio entre oferta e demanda continuou dependente do despacho de usinas termelétricas, diante de um cenário hidrológico ainda desfavorável e de reservatórios operando em níveis reduzidos.
No mercado de curto prazo, os preços da energia apresentaram elevação em todos os submercados, com o PLD permanecendo em patamares elevados e bastante convergentes, refletindo um sistema mais pressionado e custos de geração elevados de forma generalizada. Esse movimento reforça a leitura de que as restrições hídricas e a maior dependência térmica seguiram influenciando a formação de preços ao longo do mês.
As condições hidrológicas, medidas pela Energia Natural Afluente (ENA), evidenciaram um quadro heterogêneo e ainda desafiador. Enquanto o Sudeste/Centro-Oeste e, principalmente, o Nordeste permaneceram com afluências significativamente abaixo da Média de Longo Termo, o Sul apresentou desempenho mais favorável, e o Norte seguiu em patamar intermediário. As projeções do ONS para o fechamento do mês indicaram recuperação limitada em algumas regiões, insuficiente, contudo, para afastar as preocupações quanto à segurança operativa no curto prazo.
Fontes: ONS, CCEE e ANEEL.
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