Em julho de 2025, o setor elétrico brasileiro continuou sendo impactado pelo período seco, que reduziu o volume de chuvas em diferentes regiões do país. No Sudeste e Centro-Oeste o volume de água que chegou aos reservatórios ficou em torno de 83% da média histórica, abaixo do observado em junho. O Sul teve recuperação na comparação mensal, mas ainda com nível inferior ao registrado no mesmo mês do ano passado. Já o Nordeste operou com apenas 46% da média para o período, enquanto o Norte entrou no período seco com volume ainda acima do de julho de 2024.
Diante desse cenário, a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) decretou o acionamento da bandeira tarifária vermelha patamar 1, que representa um acréscimo de R$ 4,46 a cada 100 kWh consumidos nas contas de luz, e que já se encontrava acionada desde o mês passado. A medida foi necessária devido aos altos custos de geração, provocado pelas condições hidrológicas menos favoráveis e pelo maior uso de usinas termelétricas, que possuem custo operacional mais alto.
Além disso, o Preço de Liquidação das Diferenças (PLD), que define o valor de referência para as transações no mercado de curto prazo, se manteve elevado em julho, refletindo o custo adicional para atender a demanda com menor participação das hidrelétricas. O cenário reforça a necessidade de monitorar continuamente as condições de geração e o nível dos reservatórios nos próximos meses.
Fontes: ONS, CCEE e ANEEL