Privatização das quatro refinarias da Petrobras deve ser concluída até 2019, diz Parente

Bandeira brasileira em frente à sede da Petrobras, no Rio. - Dado Galdieri / Bloomberg

Modelo foi apresentado nesta quinta-feira em seminário na FGV para empresários e especialistas do setor

RIO - O processo de venda de participações acionárias em quatro refinarias da Petrobras deve ser iniciado em breve, afirmou o presidente da Petrobras, Pedro Parente. O modelo foi apresentado na manhã desta quinta-feira, em seminário na FGV para empresários e especialistas do setor.

A estatal quer vender 50% do capital das refinarias Renest e Relam, no Nordeste em um bloco, e o mesmo percentual da Refap (Alberto Pasqualini) e Repar, no Sul. Mas como o processo é complexo e envolve várias etapas, Parente acredita que só deverá ser concluído no próximo ano.

— Queremos começar o processo, que tem várias etapas, muito antes do fim do ano. Sendo aprovado na diretoria executiva e no Conselho de Administração, a gente espera colocar na rua isso imediatamente de acordo com o processo aprovado pelo TCU, envolvendo todas as etapas — destacou Parente.

O presidente admitiu que a venda do controle dessas quatro refinarias é fundamental para conseguir encontrar interessados nesses investimentos.

— A venda do controle desses dois blocos é muito importante para o sucesso dessa política de redução da participação da Petrobras nesse setor de refino que hoje é de 99% — destacou.

A decisão de fazer esses dois blocos de ativos no refino teve diversas razões. Segundo Parente, as principais foram o fato de ambos terem tamanhos parecidos no mercados, além de serem blocos afastados um do outro. Outro fator que contribuiu foi o fato de esses blocos não terem questões que poderiam gerar conflitos como uma obra que hoje não produz, como é o caso atual do Comperj no Estado do Rio. Segundo ele, no momento, não está sendo cogitada a venda de partipações em outras refinarias.

Sobre o Comperj, Parente garantiu que não foram concluídas as discussões que vem fazendo junto com a chinesa CNPC a respeito da possibilidade de se realizar uma parceria para se construir a refinaria no local.

— Desconheço qualquer assinatura de acordo (com CNPC) sobre Comperj. As conversas continuam mas nós não temos um acordo fechado ainda — garantiu.

O presidente disse ainda não terem fundamento as notícias de que a Petrobras não estaria querendo aderir à nova lei das Estatais para não cumprir obrigações em relação às licitações.

— Nós aderimos completamente e estamos implementando um novo regime da empresa , fazendo em etapas. O sistema estará totalmente implementado até o final de junho. Dizer que não queremos aderir ao novo regime da lei é uma afirmação que não corresponde á realidade. A Petrobras está plenamente de acordo com a lei — garantiu Parente.

Fonte: O Globo Online - Economia